UBS do Centro e Nasf realizam ação de prevenção para o carnaval

É o bloco da saúde saindo na frente!

O bloco da saúde formado pelas Equipes da UBS-Enfermeira Lúcia Magna Lopes (Centro) e do Nasf (Núcleo de Apoio a Saúde da Família), realizaram na manhã de hoje (21) um Pit Stop na praça do centro, para alertar a população sobre a prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), como sífilis, Hepatite e Aids neste período de carnaval, fazendo distribuição de Kits preservativos e alertando a população jucurutuense sobre os cuidados e importância do uso da camisinha.

A equipe formada por dentistas, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, nutricionistas, enfermeiros e outros profissionais da saúde ficou no stand durante toda manhã realizando atendimentos ao público; verificação de Pressão Arterial (P.A), glicemia, além de prestar esclarecimentos necessários a população.

O evento ainda contou com a importante participação dos Agentes de Saúde da UBS do centro e dos Agentes de Endemias que falaram sobre o trabalho que deve ser feito para combater o Aedes nessa época de chuva.

 

Método permite ler mente de pessoas ‘presas’ nos próprios corpos

Paciente W, 24, que teve uma acelerada degeneração por causa da esclerose lateral amiotrófica

Cinco cientistas da Alemanha, EUA, China e Suíça se uniram para tentar reverter um estado neurológico de incapacidade de se comunicar com o mundo exterior e obtiveram um avanço que pode ajudar milhões de pessoas em todo o mundo.

A condição é a síndrome do encarceramento. Há tempos se tenta retardar seu aparecimento ou contornar a aparentemente irreversível perda de capacidade de interação com o mundo exterior. Como saber se a pessoa está feliz ou com dor? Às vezes a intuição dos cuidadores e familiares não basta.

Esse é um desfecho provável da doença neurológica conhecida Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), que atinge, por exemplo, o físico Stephen Hawking, os movimentos são progressivamente perdidos e os músculos atrofiam.

A pessoa precisa ser entubada e a única maneira de se comunicar com o mundo exterior é mexendo o olho. Em algum momento, até isso é perdido. O mesmo pode acontecer em alguns AVCs, traumas e envenenamentos.

Para contornar a síndrome do encarceramento é preciso entender o que o cérebro diz, mesmo que a informação não venha na forma de sons e gestos. A ideia é que o método funcione como uma espécie de leitura de pensamento a partir de uma touca e de um computador. As respostas possíveis são “sim” e “não”.

Assim, o paciente pode dizer se está confortável, se quer se sentar, se gostaria de ver alguém em especial.

Importante considerar que, apesar do dano neurológico, essas pessoas têm toda a capacidade sensorial. Entre os problemas dos acamados estão escaras, provocadas pela pressão dos ossos na pele, pneumonia, trombose e embolia pulmonar.

“Essas pessoas morrem geralmente de negligência ou de infecção. Com o cuidado adequado, porém, podem morrer das causas que matam qualquer outra pessoa”, diz à Folha Niels Birbaumer, coordenador do estudo.

Foram recrutados quatro pacientes na Alemanha, todos com ELA e vivendo em casa. Três tinham idades mais avançadas (61, 68 e 76 anos) e uma apenas 24 –ela não conseguiu fazer todos os testes. A família e os pesquisadores especulam que isso ocorreu devido ao trauma psicológico e à rápida evolução da doença (do diagnóstico à paralisação foram apenas seis meses).

Após a coleta de dados, eles continuam usando os dispositivos, que custam cerca de US$ 50 mil, elaborados pelos cientistas. Tanto para os pacientes quanto para os familiares, foi um grande alívio, relatam os autores.

“Os resultados desmentiram minha teoria de que pessoas que atingem o estado completo de encarceramento [em que nem os olhos se mexem] não eram mais capazes de se comunicar”, disse Birbaumer em um comunicado.

Para o neurocirurgião Paulo Porto de Melo, chefe do serviço de neurocirurgia do Exército Brasileiro, os achados são capazes de mudar o paradigma da área. “Em países onde é permitida a eutanásia, alguns pacientes que fizeram essa escolha, ao saber dessa possibilidade, talvez mudassem de ideia.”

Ao serem questionados se estariam felizes, os pacientes responderam sim ao longo das diversas sessões. Birbaumer se disse surpreso: “Quando não era mais possível respirar, todos os quatro aceitaram a ventilação artificial para continuar sobrevivendo. De alguma maneira, eles já haviam feito a escolha pela vida.”

“Uma coisa é uma decisão racional, tomada em uma discussão à mesa, com serenidade. Na hora H, as pessoas se apegam vida, por menor que seja a chance”, diz Melo.

Folha de S. Paulo

Dia Nacional de Combate ao Câncer, será lembrando neste domingo 27 de novembro

cancer

Subjetivamente conhecido, o câncer transcende tudo que os nossos olhos conseguem captar.

Cientificamente, ele é definido como um conjunto de mais de 100 doenças que se assemelham por terem em comum o crescimento desordenado de células que invadem e dividem-se rapidamente nos tecidos e órgãos, formando assim tumores malignos com capacidade de se espalhar para outras regiões do corpo.

O Instituto nacional de câncer Jose Alencar Gomes (INCA), órgão do ministério da saúde (MS), participa de ações para prevenção, controle e tratamento do câncer, bem como, a elaboração de informações e a divulgação de estimativas sobre essa doença de elevado grau de morbimortalidade.

O INCA estima para o Brasil nesse ano de 2016, o surgimento de mais de 61 mil novos casos de câncer de próstata, seguidos por mais de 56 mil novos casos de câncer de mama feminina.

Como ainda somos incrédulos, diante de várias situações na qual aparentemente estamos imunes, o INCA também faz uma estimativa para o surgimento de novos casos também em nosso estado, o Rio Grande do Norte. Para esse é esperado o surgimento de 930 novos casos de câncer de próstata, assim como, 720 novos casos de câncer de mama feminina.

Para alguns, os números podem ainda não ter muita expressão, mas o câncer é uma patologia que pode ser altamente agressiva e debilitante. Ela também afeta a família que está envolvida em todo o processo de restauração da saúde do ente enfermo, estremece toda estrutura psicológica.

O seu tratamento, na maioria das vezes perdura por longos períodos, necessitam de viagens que são altamente desgastantes, além da mudança na aparência física, que é perceptível e interfere na autoestima. O medo, as incertezas, as dúvidas, e os desejos, tomam conta do corpo e da mente, fazem com que sejam reprisados tudo aquilo que já aconteceu de bom e o que pode ter sido ruim no momento. Concomitantemente surge um forte aliado terapêutico, a esperança, o desejo e a vontade de poder ter a oportunidade de fazer novamente o que foi feito e o que não foi.

Falar em prevenção é muito complicado quando se trata de alguns problemas de saúde e no caso do câncer não é diferente, inúmeros fatores estão envolvidos e culminam com o surgimento da doença, por exemplo a hereditariedade e o fator genético é algo que não podemos prevenir ou evitar.

Entretanto podemos adotar medidas e impedir que o câncer se desenvolva. Isso inclui a adoção de um modo de vida saudável, evitando o tabagismo e bebida alcoólica, exposição solar, a radiação e controlando o peso corporal. Outra, é detectar e tratar doenças pré-malignas, por exemplo, lesão causada pelo vírus HPV ou pólipos nas paredes do intestino ou cânceres assintomáticos iniciais, assim como, realizar exames de rotina.

Ser diagnosticado com câncer deve ser um verdadeiro vendaval de mudança de vida e acho que nós não paramos ainda para pensar mais um pouco nisso… Nós sofremos por tantas pequenas emoções distintas e nenhuma delas comparadas as preocupações de quem recebe o diagnóstico do câncer e como a doença passará a afetar suas vidas.

 

Informação básica

Não tenha vergonha de fazer perguntas ao seu médico. Não há tal coisa como uma pergunta “burra”.

Aqui estão algumas perguntas básicas que podem ajudar você a conversar com seu médico e começar a aprender sobre o câncer e as escolhas que você terá que fazer.

Que tipo de câncer que eu tenho? (O que é o meu diagnóstico?)

O que é estágio de câncer? O que significa para mim?

Qual o tratamento que você recomenda?

Existem outros tratamentos?

Quais são os benefícios destes tratamentos?

Quais são os riscos?

Quanto tempo eu preciso para começar o tratamento?

Quanto tempo vou precisar de tratamento?

Quais os medicamentos vou receber? Para que servem?

Como devo esperar me sentir durante o tratamento?

Quais efeitos secundários , se houver, posso esperar para ter?

O que pode ser feito sobre os efeitos colaterais?

Posso trabalhar durante o tratamento?

Será que vou ser capaz de ter filhos após o tratamento?

Entre outras coisas que você pode querer perguntar sobre

Obter uma segunda opinião

Quando você está de frente para o tratamento do câncer, é normal querer saber se outro médico pode oferecer um tratamento diferente. Procurar uma segunda opinião pode ajudar você a sentir mais certeza sobre o seu diagnóstico e plano de tratamento. O seu médico pode ajudá-lo a encontrar um outro médico e / ou obter em conjunto de informações que você precisa para obter uma segunda opinião.

 

 

Prefeitura de Timbaúba dos Batistas através da Secretaria de Saúde realizou programação do Novembro Azul

A prefeitura Municipal de Timbaúba dos Batistas realizou através da Secretaria Municipal de Saúde uma importante programação visando à realização do Novembro Azul.

A secretária Mirelly Mártir disse que o prefeito Chilon Batista deu todo apoio e incentivo para a realização do evento.

Programação: Ontem 23/11/2016, ás 17:00h na Casa de Cultura Popular Elino Julião, foi realizada palestra “Prevenindo e combatendo o Câncer de Próstata- Saúde do Homem”. Como também foram realizados exames de PSA, Hepatites Virais e Glicemia. Outrossim foram ofertados serviços: Aferição da pressão arterial e Aula de Muay thai.

Fotos: Arysson Soares

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Uma simples caminhada diária pode fazer maravilhas para sua saúde

Foto: Emanuella Galvão
Caminhar faz bem ao nosso corpo e a nossa mente (Foto: Emanuella Galvão- Jucurutu/RN) 

Texto Raphael Crespo, Revista Mulher Brasileira 

Sabe aquela calça jeans que já não entra? E aquele excesso de pele que balança quando você dá um tchauzinho? Você se incomoda quando se olha no espelho e percebe que os quilinhos a mais estão cada vez mais evidentes? Pois saiba que a obesidade está muito longe de ser apenas uma questão de estética. O problema, muito grave, por sinal, é também de saúde. Mas, salvo raras exceções, pode ser resolvido sem muito mistério, e um primeiro grande passo é deixar o sedentarismo de lado.

“Qualquer movimento que se faça já é melhor do que nenhum. Segundo a Organização Mundial da Saúde, devemos dar pelo menos dez mil passos por dia para sermos considerados fisicamente ativos. Isso significa cerca de três quilômetros de caminhada. Ainda segundo a OMS, para colhermos os benefícios da atividade física em termos de saúde, devemos fazer cento e cinquenta minutos de atividades aeróbicas, como a caminhada, preferencialmente divididos em cinco dias da semana. Ou seja, trinta minutos por dia”, afirma Marcio Atalla, um dos mais respeitados profissionais de educação física do Brasil.

Atalla ficou muito conhecido em todo o país por comandar o quadro “Medida Certa”, do dominical “Fantástico”, que emagreceu o ex-jogador Ronaldo e os apresentadores Zeca Camargo e Renata Ceribelli. É autor do livro “Sua vida em movimento” e lançou o DVD “Vida Saudável com Marcio Atalla”, dois ótimos guias para quem quer mudar de vida e não sabe por onde começar.

“A caminhada é, com certeza, o melhor jeito de sair do sedentarismo, pois não oferece riscos. É uma excelente forma de trazer o corpo para o movimento de forma gradual e segura”, diz Atalla.

De qualquer forma, além de verificar com o seu cardiologista se está tudo em dia e de fazer uma reeducação alimentar, é sempre bom você tomar alguns cuidados e ficar de olho nos sinais dados pelo seu corpo.

“É importante que a pessoa tenha consciência do esforço que está fazendo, para que não seja nem aquém e nem além do que o corpo pode aguentar. Sentir dores, por exemplo, é um sinal de que há algo errado. Mas isso dificilmente acontece somente com a caminhada. O principal é ter cuidado, usar um bom tênis, respeitar seus limites e manter a regularidade”, aconselha o professor.

Caminhar é sempre um bom começo. Mas se você se encontra num cenário total de sedentarismo e sonha em correr, por exemplo, saiba que não existe um tempo médio para que isso aconteça.

“Isso é muito pessoal. Não há um tempo específico para todas as pessoas. Vai depender da melhora do condicionamento físico, do peso corporal, pois não se deve correr quando se está com muito sobrepeso, entre outras coisas. Minha dica é que se comece alternando corrida leve com caminhada, mas sempre com cuidado e de forma gradual”, conclui Atalla.

Portanto, movimente-se!

Coopmed relata crise na saúde do RN e requer mediação a Ezequiel Ferreira

A ausência de pagamento dos serviços de alta e média complexidade por parte do Governo do Estado, a carência nos insumos básicos nos hospitais e a falta de diálogo com a atual secretária estadual de Saúde, Eulália de Albuquerque Alves, foram os principais problemas relatados pelos dirigentes da Cooperativa Médica do RN (Coopmed-RN), nesta terça-feira (12) ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).

“O relato da crise na saúde impressiona. Somos sabedores da crise financeira do Estado. Os Poderes tem auxiliado na busca de soluções, somente a Assembleia já soma R$ 13 milhões de déficit nos seus repasses devido a frustração de receitas do Estado. Mas Saúde é prioridade e é preciso uma solução para equacionar os problema do setor. Para isto vamos agilizar uma audiência dos dirigentes da Coopmed com o governador do Estado para se encontrar respostas para as demandas e abrir o diálogo da categoria com a secretária estadual de Saúde”, salienta Ezequiel Ferreira. 

Diretores da CoopMed relataram que o Governo do Estado não tem pago os serviços de alta e média complexidade dos pacientes do interior desde janeiro, acumulando o montante em R$ 8 milhões. Até maio foram 11.800 procedimentos que não foram repassados. “O Governo do Estado não paga desde janeiro honorário médicos e os serviços hospitalares à cooperativa. Agora em julho está difícil formalizar as escalas médicas em virtude do não recebimento dos serviços prestados desde janeiro”, explica Marcelo Cascudo, presidente da Coopmed-RN, apesar de manter os serviços de urgência e emergência de alta e médica complexidade na rede estadual como: Cirurgia Cardiovascular, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Ortopédica e Oncológica.

O médico Madson Vidal relatou durante a reunião que as pessoas estão morrendo nos hospitais. “Morrendo pela falta do básico. As pessoas estão morrendo à mingua. É uma situação de barbárie mesmo”, asseverou.

Já o cardiologista Álvaro Barros pontuou que as carências e deficiências do Estado tem exposto os médicos à agressões dos pacientes diariamente. “Agora mesmo, no Incor, no momento desta reunião, tem famílias revoltadas. Cobram que seja feito um procedimento cirúrgico, mas que o Estado não tem pago. Como fazer a cirurgia sem que os custos sejam pagos?”, questionou.

Para o médico Pedro Cavalcanti o fato é que o Estado vive uma crise das mais profundas. “A situação é muito grave”, disse ele salientado que os médicos não querem somente reivindicar pagamentos para serem protagonistas na busca de soluções. Victor Vinicius de Almeida Ferreira, diretor administrativo da Coopmed, além de reforçar a situação de crise relatou deficiências até de coleta de lixo no Hospital Walfredo Gurgel e da falta de diálogo com a atual secretária estadual da saúde. “Foi erguido um muro entre a secretária de estado, Eulália de Albuquerque Alves, e a categoria”, disse.

O médico e deputado Getúlio Rego (DEM), diante da gravidade do tema, fez a proposição para a criação de uma comissão parlamentar no setor da saúde para acompanhar as demandas desta crise que se instaurou no Estado. O deputado Hermano Morais (PMDB), presente na reunião, também prestou solidariedade e a apoio aos médicos.

A CoopMed possui 1.600 cooperados distribuídos em 36 especialidades. Os médicos atuam junto aos convênios, entre eles, a Unimed Federação, Unimed Mossoró, Unimed Macau e Caicó e os contratos com a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Estadual de Saúde.

A prestação dos serviços acontece nos hospitais particulares que atendem ao SUS e onde é possível realizar cirurgias e procedimentos de Alta e Média Complexidade proporcionando à população mais carente um serviço de excelência.

Só para se ter ideia do alcance deste atendimento, em 2015 foram 28 mil procedimentos do SUS nos nove hospitais conveniados, em 2016 a estimativa era de 36 mil procedimentos, mas há estimativa da demanda reprimida.


reunião coopmed

Blog assumido por Jane Eyre 

Audiência discute doações de medula óssea e deputado garante apoio à causa

jacó

Salvar vidas. Assim pode ser resumido o objetivo da audiência pública que ocorreu na tarde desta quarta-feira (6), na Assembleia Legislativa, que discutiu a doação de medula óssea no Rio Grande do Norte. O deputado Jacó Jácome (PSD), propositor da discussão, ouviu diversas pessoas envolvidas no tema e garantiu apoio às ações em prol da causa dentro do Poder Legislativo.

Segundo o deputado Jacó Jácome, o Rio Grande do Norte é o estado que possui menos doadores de medula óssea no Brasil. De acordo com o parlamentar, várias entidades e médicos o procuraram para realizar a audiência pública e ajudar a mudar esse cenário, contribuindo para que o estado possa chegar à marca 100 transplantes por ano em pelo menos um dos hospitais. Para o deputado, o principal problema é a falta de informação da população sobre a maneira como são feitas as doações de medula.

“É preciso que tenhamos a real dimensão sobre a importância da conscientização. O surgimento de pessoas interessadas em doar, com certeza pode contribuir para o crescimento no número de transplantes”, disse o deputado.

A presidente-fundadora da Humanização e Apoio ao Transplantado de Medula Óssea do Rio Grande do Norte (Hatmo), Rosali Batista Ramalho Cortez, disse que a busca por doadores é constante e que, muitas vezes, a forma como são realizados os transplantes no Brasil dificultam a velocidade no recebimento da medula pelos pacientes. Segundo ela, os exames são feitos em baixa resolução e, após ser identificada a possibilidade de compatibilidade, é realizado o exame que é capaz de garantir a realização do transplante. No entendimento de Rosali, é preciso mais celeridade nesse trâmite.

“É preciso que se tenha um olhar diferenciado para essa luta e pensar: se fosse o meu filho, o que eu faria por ele? Não aguento mais ver tanta gente morrer por falta de um doador de medula óssea”, disse Rosali.

Contando com contribuições de especialistas na área de transplante, como o médico Henrique Fonseca (diretor do Natal Hospital Center), e de pacientes, a audiência tratou sobre diversos pontos importantes para o crescimento da colaboração da população com os transplantes. Jacó Jácome garantiu que seu mandato permanecerá à disposição da causa.

“No que precisarem, nosso mandato estará à disposição, seja para ampliar debates, seja para apresentar, apreciar ou cobrar celeridade em projetos. É uma causa que damos total apoio”, disse Jacó.

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MPRN alerta sobre risco de colapso no atendimento do SUS no Rio Grande do Norte

O Centro de Apoio Operacional da Saúde e as Promotorias de Saúde de Natal – MPRN alertaram, na quinta feira (30), que há risco de colapso no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte.

Uma Recomendação Ministerial endereçada à Secretária de Estado de Saúde Pública e ao Secretário de Estado do Planejamento e das Finanças, foi entregue, na tarde de ontem, para que fossem adotadas as medidas necessárias à quitação de pendências financeiras do Estado junto à Secretaria Municipal de Saúde de Natal, e consequentemente, fossem restabelecidas as ações e serviços de saúde paralisados em função do atraso no pagamento.

Informações colhidas pelo Ministério Público, por meio dos Inquéritos Civis nº 06.2013.6136-0 (019/2013-47PmJ) e 06.2012.2174-6 (029/2012-48PmJ), apontaram a iminência de paralisação dos prestadores privados de ortopedia, no Município de Natal, em razão da ausência de repasses das parcelas devidas pelo Estado do RN por força do Termo de Compromisso entre Entes Públicos – TCEP, firmado para cofinanciamento da atenção especializada em procedimentos cirúrgicos e intervencionistas.

A partir do levantamento feito pelo MP, ficou demonstrado que a não regularização urgente dos repasses de recursos financeiros poderá tornar ainda mais grave a situação da saúde no Estado, pois prestadores de outras áreas médicas também poderão paralisar suas atividades, caso não haja a quitação dos débitos do Poder Público, gerando, com isso, um verdadeiro colapso no sistema de saúde pública.

Diante disso, a recomendação expedida assinala o prazo de 5 (cinco) dias para o a quitação das pendências financeiras referentes ao Termo de Compromisso entre Entes Públicos – TCEP, devendo o ente estadual informar, no mesmo prazo, as iniciativas adotadas para o seu cumprimento.

MPRN

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Estado deverá custear tratamento em câmara hiperbárica para paciente com pés diabéticos

O juiz Cícero Macedo Filho, em processo da 2ª Vara da Fazenda Pública de Natal, determinou que o Estado do RN garanta imediatamente a um paciente que sofre de diversos problemas de saúde (pés diabéticos, hipertensão arterial sistêmica e diabetes, obesidade e insuficiência venosa) o custeio do tratamento de 60 sessões de Oxigenoterapia Hiperbárica, com 90 minutos de duração, sem interrupção, conforme prescrito em laudo médico, bem como o tratamento de curativos e avaliações.

O caso

O autor alegou que esse tipo de recurso terapêutico não é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que é indicada para pacientes diabéticos e com graves lesões nos membros inferiores como é o seu caso, em que há risco de amputação da parte do pé afetado, onde as úlceras permanecem há cerca de sete anos.

Argumenta que os tratamentos a base de antibióticos, desbridamentos e curativos, trocados diariamente na rede pública, não trouxeram resultados eficazes nesse período.

Disse ainda que em alguns casos, a demora do início do tratamento vem agravar a situação em maneira considerável, correndo o risco de amputação do membro acometido, bem como de generalizar o quadro infeccioso e elevação da probabilidade de morte.

O autor alegou ainda que o valor do tratamento está completamente fora da sua capacidade financeira, sendo que cada sessão foi orçada em R$ 503,47. Assim, requereu que o Estado custeie o tratamento.

Decisão

Ao analisar a existência de probabilidade do direito e o perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo para a concessão da tutela de urgência, o juiz Cícero Macedo Filho aponta que “no caso dos autos, em juízo de cognição sumária, própria deste momento processual, entendo presentes os requisitos autorizadores da concessão da tutela de urgência, diante dos argumentos levantados e das provas anexadas à inicial da ação”.

“Forçoso é reconhecer que o postulante não pode prescindir do apontado tratamento, eis que demasiadamente demonstrada a necessidade do mesmo fazer uso deste. Caso contrário, estaria sendo negado o direito indisponível e absoluto à saúde, já que sem o referido tratamento, a saúde do promovente ficará comprometida”, observa o julgador.

O magistrado entende que embora não seja da competência do Judiciário determinar medidas que impliquem em intervenção na execução das políticas públicas elaboradas pelos entes federativos, por outro lado, é certo também que isso não significa que a administração não deva diligenciar para cumprir esta medida, porquanto deverá envidar todos os esforços necessários ao atendimento da decisão judicial.

“Portanto, também é responsável o Estado pela saúde do promovente, de forma a incluir o tratamento necessário, principalmente em se tratando de doença como a do caso, que requer despesas equivalentes a 60 sessões de Oxigenoterapia Hiperbárica, impossíveis de serem suportados diretamente pelo enfermo sem comprometer outros gastos com sua subsistência, haja vista o custo do tratamento na quantidade prescrita”.

(Processo nº 08231166-72.2016.8.20.5001 – PJe)

Tamanho do SUS precisa ser revisto, diz ministro da Saúde

O ministro da Saúde do governo Temer, Ricardo Barros (PP-PR)
O ministro da Saúde do governo Temer, Ricardo Barros (PP-PR)

CLAUDIA COLLUCCI

DE SÃO PAULO

 

O novo ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), disse nesta segunda (16) que, em algum momento, o país não conseguirá mais sustentar os direitos que a Constituição garante –como o acesso universal à saúde– e que será preciso repensá-los.

“Vamos ter que repactuar, como aconteceu na Grécia, que cortou as aposentadorias, e em outros países que tiveram que repactuar as obrigações do Estado porque ele não tinha mais capacidade de sustentá-las”, afirmou em entrevista exclusiva à Folha.

Segundo ele, que foi relator do Orçamento de 2016 na Câmara, não há capacidade financeira suficiente que permita suprir todas as garantias constitucionais. “Temos que chegar ao ponto do equilíbrio entre o que o Estado tem condições de suprir e o que o cidadão tem direito de receber.” A seguir, trechos da entrevista concedida à Folha após evento na Faculdade de Medicina da USP.

Para ler a entrevista concedida do Ministro ao Jornal Folha de S. Paulo CLIQUE AQUI

MPF quer garantir funcionamento integral do Hospital Ana Bezerra em Santa Cruz

Unidade sofre com falta de médicos e já fechou setor de pediatria. Concurso realizado em 2015 ainda não foi homologado e situação pode piorar.

 

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) recomendou ao superintendente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Newton Lima, e à superintendente do Hospital Universitário Ana Bezerra (Huab), Maria Cláudia Medeiros Costa, que adotem as providências necessárias para garantir o funcionamento integral da unidade, localizada em Santa Cruz.

O setor de pediatria já foi fechado por falta de médicos e, pelo mesmo motivo, o de obstetrícia enfrenta graves dificuldades. Devido à falta de anestesiologistas, foram suspensas também as cirurgias eletivas. Uma das recomendações do MPF é para que a Ebserh, que administra o Ana Bezerra, conclua, em caráter de urgência, a homologação do Concurso Público 09/2015, viabilizando a contratação dos médicos aprovados.

Caso isso não ocorra de imediato, o procurador da República Fernando Rocha, que assina a recomendação, aponta como alternativa para o hospital a abertura de um processo seletivo simplificado, visando à contratação temporária de médicos e demais profissionais necessários à retomada do atendimento integral à população.

Outra opção apontada pelo MPF é a contratação, também em caráter emergencial, de médicos provenientes da lista de espera de concursos realizados para o Hospital Universitário Onofre Lopes e a Maternidade Escola Januário Cicco, igualmente administrados pela Ebserh. Se essas iniciativas não trouxerem resultados, a superintendente deverá proceder com a contratação pela modalidade “temporária de excepcional interesse público”, ou, em último caso, através de cooperativa médica.

Os dois dirigentes têm dez dias para adotar as providências e informar o Ministério Público Federal o que foi, ou não, acatado. O Ana Bezerra atende a população de 59 municípios potiguares, principalmente das regiões Trairi e Potengi, além de funcionar como local de prática acadêmica, voltada aos cursos da área de saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Profissionais atualmente contratados através de processos seletivos simplificados terão seus contratos encerrados no próximo mês de julho e, se as vagas não forem repostas, resultará em “uma completa paralisia no serviço à saúde que vem sendo prestado pelo Huab, sendo inimaginável a magnitude de suas consequências negativas com risco de um elevado índice de mortes e encerramento de pesquisas científicas”.

Esforços – A recomendação do MPF reconhece o bom trabalho exercido pela direção do Ana Bezerra, que vem buscando parcerias para minimizar os problemas. O atendimento na unidade triplicou nos últimos anos, com o incremento de exames laboratoriais e de imagem, consultas e procedimentos ginecológicos e obstétricos, tornando a unidade uma referência em obstetrícia para os municípios da região e recebendo o prêmio de Hospital Amigo da Criança.

A falta de profissionais, destaca o procurador, acaba se refletindo no envio de muitos pacientes para Natal, agravando a crise da superlotação dos hospitais da capital potiguar. O atual déficit de médicos, explica o MPF, se deve principalmente à antiga proibição imposta pela Ebserh, que impedia o cumprimento do regime de plantões de 24 horas, “sendo esse um dos principais motivos para o afastamento de aproximadamente 95% dos médicos aprovados nos últimos concursos”.

Um novo acordo coletivo de trabalho assinado pela Ebserh, no entanto, já permite esse tipo de jornada e os aprovados no concurso de 2015 poderão se beneficiar da mesma, contudo ainda não há previsão de quando o processo seletivo será homologado. Enquanto isso não ocorre, os programas de estágios de graduação, as residências médicas e as pesquisas científicas desenvolvidas no local estão praticamente suspensos.

 

Confira a íntegra da recomendação clicando aqui.

Campanha de Vacinação contra a Influenza segue até 20 de maio

VACINA INFLUENZA

Após o “Dia D” da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza 2016, ocorrido neste sábado, 30 de abril, o Rio Grande do Norte contabiliza a vacinação de 34,10% do público-alvo a ser vacinado. Desde o início da campanha, dia 25 de abril, foram aplicadas 228 mil doses da vacina em todo o estado.        

“Os dias que seguem até o final da campanha são essenciais para atingirmos a meta, que é de vacinar 80% de cada grupo prioritário”, afirmou a responsável técnica peoa Programa Estadual de Imunização, Zaira Santiago.         

Pessoas com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses até menores de 5 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias pós-parto), trabalhadores da saúde (todos os níveis de complexidade), povos indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições especiais, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional e adolescente e jovens sob medida socioeducativas (12 a 21 anos) fazem parte dos grupos prioritários que devem receber a vacina.

Em vez de vacina, enfermeira aplica insulina em pacientes no Paraná

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Uma enfermeira do Hospital Municipal de Maringá, no Paraná, foi afastada após ter aplicado na quinta-feira (28), insulina em vez de vacina contra a gripe em cerca de 50 pacientes.

O hospital abriu uma sindicância interna para apurar o erro.

De acordo com o hospital, os pacientes ficaram internados até as 21 horas de quinta. Eles tiveram reações à insulina, mas passam bem.

Segundo a prefeitura de Maringá, a falha foi constatada pela própria servidora. Há a suspeita de que o lote tenha vindo com nomes trocados.

Correio 24 horas

No RN, Projeto “Samuzinho” ensina primeiros socorros a professores e estudantes

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Rio Grande do Norte (SAMU 192/RN) inicia, na próxima quarta-feira (27), o Projeto Samuzinho, que visa sensibilizar crianças e adolescentes, com idades entre 10 e 15 anos, sobre a importância do SAMU 192/RN para a população, além de desenvolver habilidades técnicas e comportamentais para atuação diante de situações urgentes, com a aplicação de técnicas de primeiros socorros. As atividades ocorrerão na sede do SAMU 192/RN, na BR 304.

O projeto-piloto contará com a participação de 50 estudantes e 10 professores da Escola Municipal José Arinaldo Alves, do município de Macaíba, e terá a parceira da Secretaria Municipal de Educação da cidade.

As atividades serão divididas em duas turmas, de forma que todos os alunos possam receber instruções teóricas e práticas de imobilização de mão e coluna cervical, reanimação cardiorrespiratória, atendimento a vítimas de choque elétrico e acidentes domésticos, entre outros. Cada turma participa em um turno, sendo a primeira das 8h às 11:30h e a segunda das 14h às 16:30h, com distribuição de kits e lanche para os participantes.

De acordo com o Coordenador Estadual do SAMU 192/RN, Dr. Cláudio Macedo, o objetivo do Samuzinho é “capacitar professores e alunos como primeiros respondentes em situações críticas e que exijam conhecimentos básicos para o socorro a vida, seja no meio familiar ou na comunidade. Além de promover a conscientização quanto à prevenção de acidentes de trânsito e domésticos”.

O projeto visa também minimizar o índice de falsas ligações (trotes) realizadas por crianças e adolescentes com idade escolar, ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, diminuindo o tempo de espera pelo atendimento e tornando a atividade mais eficaz no salvamento de vítimas reais.

Secretário reafirma que a Saúde do RN tem solução

 

Foto: Divulgação

Em entrevista concedida nesta segunda-feira (25), durante o programa “RN Acontece”, do canal de TV Band, o secretário de estado da Saúde, Ricardo Lagreca, reafirmou que a saúde tem solução.

Na oportunidade, Lagreca ressaltou também as contribuições trazidas por sua gestão de um ano e três meses à frente da pasta. Segundo o secretário, “o trabalho mais importante foi o início da regionalização, um processo vitorioso e salvador.

Em vários hospitais do estado, iniciamos a cogestão, como em Santo Antônio, Santa Cruz e São Paulo do Potengi, contribuindo para melhorar a assistência à população”. Dentro desse processo, Lagreca destacou a importância de se construir seis policlínicas voltadas à atenção secundária, para a melhoria do SUS no estado, a exemplo das existentes no Ceará, que de acordo com o secretário possui uma das melhores redes de saúde do país.

 

 

Álvaro Dias externa preocupação com a Saúde Pública do RN

ALVARO DIAS

O deputado Álvaro Dias (PMDB) voltou a externar a sua preocupação com a situação da Saúde Pública no Rio Grande do Norte. Em pronunciamento nesta terça-feira (19), na sessão plenária da Assembleia Legislativa, o parlamentar lamentou o anúncio da saída do secretário Ricardo Lagreca da pasta de saúde e cobrou medidas do Governo do Estado.

“O secretário Lagreca demonstrou a sua competência. Tem todas as condições para exercer bons trabalhos, como o que fez à frente da Secretaria de Saúde Pública. Entretanto, não encontrou à frente do órgão o respaldo que esperava por parte do Governo, o que culmina agora com o seu pedido de exoneração”, disse Álvaro.

O deputado lamentou ainda as filas nos corredores do Walfredo Gurgel e disse que o hospital não está sendo tratado com a prioridade anunciada pelo governador Robinson Faria (PSD). “São mais de cem pacientes em macas nos corredores do Walfredo. O Governo precisa se conscientizar quanto às condições da Saúde Pública do RN e adotar providências urgentes para dar uma resposta à população”, concluiu o deputado.

Anvisa estuda ingressar com ação contra lei que libera ‘pílula do câncer’

pílula do cancer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estuda ingressar com uma ação na Justiça para anular os efeitos da lei sancionada nesta quinta-feira, 14, pela presidente Dilma Rousseff que libera o uso da fosfoetanolamina sintética – a chamada “pílula do câncer” – mesmo sem pesquisas que comprovem a segurança e eficácia do composto.

Em um comunicado duro, a Anvisa alertou que a liberação do produto coloca em risco a saúde da população e abre perigoso precedente. Ao Estado, o presidente da agência, Jarbas Barbosa, afirmou nesta semana que a aprovação faria o País regredir para um período anterior à década de 1970, quando ainda não havia regras de fiscalização na área de saúde. Aprovada às pressas no Congresso, a lei autoriza o uso da substância por pessoas com diagnóstico de câncer, desde que apresentem laudo médico que comprove o diagnóstico e um termo de consentimento do paciente ou de seu representante legal.

Para as famílias dos doentes, porém, a liberação foi motivo de comemoração. “A gente torcia muito para que isso acontecesse. Foi uma vitória dos pacientes, que lutaram para ter o direito de usar uma substância que fez bem para tanta gente”, disse a advogada Marisa Benelli, de 48 anos, filha do aposentado Marionaldo Benelli, de 69, que toma a fosfoetanolamina desde 2013, meses depois de ser diagnosticado com câncer na próstata e nos ossos. “Ele fez o tratamento tradicional enquanto tomava a ‘fosfo’ e a doença diminuiu. Os médicos tinham dado seis meses de vida para ele”, conta.

A controladora de quadro Eloá Karolins, de 22 anos, também comemorou a decisão. Sua mãe foi diagnosticada com a doença há três anos. “Teve câncer no rim, iniciou o tratamento com radioterapia e a doença veio mais forte, atingindo outros órgãos. Está fazendo quimioterapia, mas o tratamento é agressivo.” Pelas redes sociais, Eloá fez contato com grupos que usam a fosfoetanolamina, mas descobriu que a fabricação estava proibida. “Agora, espero conseguir.”

 

Polêmica

A lei sancionada terá validade até que testes sobre a segurança e eficácia do composto sejam concluídos. A fosfoetanolamina sintética começou a ser usada por pacientes com câncer há 20 anos, depois que um laboratório do Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo, passou a produzi-la. Tal prática se estendeu até 2014, quando a USP proibiu que produtos experimentais fossem entregues à população. Pacientes reagiram e o assunto foi parar na Justiça.

Diante da polêmica, Ministério da Saúde e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação decidiram custear estudos para avaliar a segurança e eficácia do composto. Resultados preliminares indicaram baixo potencial das cápsulas contra os tumores. Enquanto isso, um grupo de deputados apresentou um projeto de lei para apressar o processo. Esta é a primeira vez que um produto indicado para tratamento de uma doença é aprovado sem estudos de eficácia e segurança.

“A sanção da presidente é uma resposta à comoção da sociedade. Não acho que tenha sido precoce, não foi precipitado”, afirmou a ministra interina da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Emília Curi. Nos bastidores, o MCTI, ao lado do Ministério da Saúde, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, além de Anvisa e Advocacia-Geral da União opinaram pelo veto total à proposta. A presidente, no entanto, desconheceu tais pareceres.

A lei permite tanto a produção quanto a manufatura, distribuição e dispensação do produto. Para o Ministério da Saúde, tais atividades ainda precisarão de regulação posterior – que não se sabe como será feita. A pasta sugere que o médico use talonário numerado – recurso que pode permitir o rastreamento do paciente. O ministério também indica que estabelecimentos fornecedores do composto façam um balanço da movimentação da substância.

 

SUS

Segundo o governo, por enquanto o produto não terá custos cobertos pelo Sistema Único de Saúde. /COLABORARAM FABIANA CAMBRICOLI e JOSÉ MARIA TOMAZELA

Fonte:Estadão

Sesap inicia preparação para a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza

VACINA INFLUENZA
O slogan da campanha é: “Vacine-se contra a gripe e viva com mais saúde”

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) já iniciou o trabalho de preparação para a 18ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, marcada para o período de 30 de abril a 20 de maio de 2016. O slogan da campanha é: “Vacine-se contra a gripe e viva com mais saúde”.

 No último dia 7, o Programa Estadual de Imunizações realizou a Reunião de Preparação da campanha contra a Influenza. A reunião teve participação de setores da Sesap, como saúde da criança, saúde da mulher, saúde do idoso, saúde do trabalhador, além de responsáveis técnicos do programa de imunização das seis regionais de saúde e de municípios da Grande Natal. Foram tratados aspectos inerentes à preparação da campanha, de modo que os técnicos sejam multiplicadores das orientações em suas áreas de abrangência.

 A II Unidade Regional de Saúde Pública (II Ursap), com sede em Mossoró-RN, realiza nesta quinta-feira (14), às 9h, no auditório da unidade de saúde uma reunião para discutir estratégias para a Campanha Nacional contra a Influenza. O evento será direcionado aos coordenadores do Programa Municipal de Imunizações e vacinadores. Estarão presentes à reunião a coordenadora regional do Programa de Imunizações da II Ursap, enfermeira Janine de Paulo Pinto e os técnicos do Programa, Lucinete Almeida e Jorge Motta. São esperadas 52 pessoas para o evento.

 

 

Sesap divulga novos números da influenza no RN

Foram notificados 33 casos de influenza, sendo 8 destes apenas em Natal - See more at: http://www.saude.rn.gov.br/Conteudo.asp?TRAN=ITEM&TARG=111526&ACT=&PAGE=&PARM=&LBL=NOT%CDCIA#sthash.ky7ToOrl.dpuf
Foram notificados 33 casos de influenza, sendo 8 destes apenas em Natal 

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica, divulgou nesta sexta-feira (08), os números da influenza no Rio Grande do Norte. Até a semana epidemiológica 13 (que se encerrou em 02/04/16), foram notificados 33 casos suspeitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que se refere à síndrome gripal que apresente dificuldade respiratória ou outros sinais de gravidade.

Dos 33 casos notificados, 8 vieram a óbito e 20 se concentram em Natal. As notificações englobam a influenza A (H1N1 e H3N2) e casos de SRAG não especificados e em investigação. Quanto a H1N1, foram notificados 3 casos, dos quais 2 vieram a óbito. Para H3N2, houve 1 caso notificado, 6 de SRAG não especificado, dos quais 2 vieram a óbito, e 23 casos suspeitos de SRAG em investigação, sendo 4 óbitos.

Diante do aumento de notificações de casos suspeitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave e ocorrência de 2 óbitos confirmados para H1N1, a Sesap elaborou e divulgou uma nota técnica para assistência oportuna aos casos suspeitos por influenza, com orientações para manejo clínico dos casos.

 Segundo a subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Sesap,  Kristiane Fialho, não há motivo para pânico na população. Além de orientar as pessoas a evitar aglomerados, a Sesap chama a atenção para a importância dos hábitos de higiene na prevenção da influenza, com destaque para: lavar as mãos com água e sabão, especialmente após tossir ou espirrar, cobrir a boca com lenço descartável, ao tossir ou espirrar, não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal, lavar as mãos frequentemente e não levar as mãos sujas aos olhos, nariz e boca.

Com relação aos medicamentos para combater a gripe, a Sesap está solicitando a ampliação do estoque de medicamentos e fazendo o levantamento do quantitativo nos hospitais descentralizados. A campanha de vacinação contra influenza no estado está programada para o próximo dia 30, de acordo com o calendário do Ministério da Saúde.

MPRN recomenda medidas de vigilância a Prefeituras contra aedes aegypti

Curso é online e gratuito (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Em virtude da situação iminente de perigo à saúde pública pela presença do mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e do zika vírus, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Marcelino Vieira, emitiu Recomendações que preveem medidas de vigilância. Os documentos foram direcionados aos prefeitos de Marcelino Vieira e Tenente Ananias e suas respectivas Secretarias Municipais de Saúde.

As autoridades devem providenciar a regular alimentação dos Sistemas de Informação em Saúde (Sinan Dengue Online) com a notificação em tempo oportuno dos casos suspeitos de dengue, chikungunya e zika vírus, incluindo a busca ativa dos casos e a investigação epidemiológica para identificação correta dos pacientes.

O MPRN levou em conta a nova classificação de dengue, padronizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e adotada pelo Ministério da Saúde, ocasionando mudanças nas fichas de notificação e investigação e estabelecendo que as notificações sejam realizadas exclusivamente pelo Sinan Dengue Online.

A deficiente alimentação do sistema impossibilita a real identificação dos riscos à saúde da população, por falta de reconhecimento dos casos positivos e, por sua vez, do tratamento necessário com a correta prescrição dos exames de sorologia e, consequentemente, a notificação dos casos positivos para as doenças.

A partir disso, também foi recomendada a instalação de computadores, acesso à internet e servidor responsável para alimentação regular do Sinan, bem como a capacitação deste profissional, e o encerramento dos casos notificados em tempo oportuno.

As Prefeituras devem ainda garantir a capacitação dos profissionais de saúde que atuam nos serviços de assistência para identificação dos casos das três doenças já citadas e promover as notificações epidemiológicas referentes aos Sistemas de Informação para controle efetivo da Vigilância Epidemiológica dos casos detectados.

Essa qualificação também deve ser dirigida aos agentes de endemias, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde e a equipe do Programa Estadual de Controle da Dengue. Além disso, as autoridades terão que providenciar número suficiente de agentes, contabilizada a reserva técnica, para preservar os direitos trabalhistas e evitar a ausência prolongada nas atividades de campo, procedendo a contratação de pessoal para suprir a necessidade temporária de excepcional interesse público, obedecendo ao disposto na Lei Federal nº 8.745 de dezembro de 1993 e em lei municipal que regulamente a matéria.

De acordo com as Recomendações, as Prefeituras também devem adotar providências para  adquirir os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) por agentes de endemias e os insumos necessários ao trabalho, tais como pesca-larvas, provetas, trenas, escadas e outros itens, bem como a capacitação dos profissionais que atuam diretamente no combate ao mosquito aedes aegypti.

Os municípios terão que proceder o monitoramento e as supervisões semanais das atividades de controle da dengue e combate ao mosquito, através das ações dos agentes de endemias, e garantir veículos para o trasporte dos profissionais às áreas mais distantes dos municípios.

A Promotoria de Justiça também recomendou que as Prefeituras garantam a realização de pelo menos 10% de coleta e resultado de sorologia para confirmação dos casos de dengue, chikungunya e zika vírus providenciando o transporte adequado das amostras coletadas até o Laboratório Central (Lacen).

Outra medida presente nas Recomendações é a realização dos seis ciclos anuais de controle da dengue, para estar de acordo com a normatização vigente e as orientações do Ministério da Saúde para reduzir o Índice de Infestação Predial (IIP) para percentual abaixo de 1%.

O MPRN recomendou ainda que os municípios formalizem a implantação dos comitês de ações intersetoriais para mobilização das ações de combate ao mosquito. Além disso, deve ser  elaborado Decreto Municipal de apoio às ações da Vigilância Sanitária, para amparar legalmente ações de campo no acesso aos imóveis fechados, abandonados ou com acesso não permitido pelo morador e, também para os casos de residências com focos reincidentes, com a utilização das minutas de legislação sugeridos no Manual de Amparo Legal à Execução das Ações de Campo, edição do Ministério da Saúde.

Os documentos ainda preveem que as Prefeituras fiscalizem o cumprimento da carga horária de 40 horas semanais dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de endemias, conforme o disposto no art. 9º-A da Lei nº 11.350/06, que teve sua redação alterada pela Lei nº 12.994, de 17 de junho de 2014.

O MPRN adverte que o descumprimento das Recomendações implicará na adoção das medidas judiciais cabíveis, devendo ser encaminhadas à Promotoria de Justiça de Marcelino Vieira, ao final do prazo de 30 dias, as informações pormenorizadas quanto à adoção das medidas administrativas para o seu cumprimento.

MPRN