RN:Financiamento para Ciência e Tecnologiaé discutido na Comissão de Educação 

Na data em que se comemora o Dia da Ciência, a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Social, recebeu em sua reunião desta quarta-feira (25) representantes do setor de pesquisa científica da Universidade Federal (UFRN), da Universidade Estadual (UERN) e do Governo do Estado para discutir a necessidade de recursos para o financiamento da atividade no Rio Grande do Norte.

A reitora da Universidade Federal, professora Ângela Paiva disse, na sua participação no debate, que este ano está sendo uma calamidade em termos de recursos e que o prejuízo que isso está causando trará grandes problemas para o País.

“Os pesquisadores estão deixando o Brasil porque a Ciência está sendo tratada como um gasto e não como investimento como deveria ser. Nós viemos aqui para defender um orçamento para a Fundação Estadual de Pesquisa para o exercício de 2018 que dê condições de trabalho dos pesquisadores na área de Ciência e Tecnologia“, afirmou a reitora.

A vice-reitora da UERN, Fátima Raquel também reclamou das dificuldades financeiras. “Precisamos evitar a perda de grandes cientistas que estão indo para outros países por causa da falta de incentivos”, disse a professora.

Na mesma linha de pensamento, o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa no RN, professor Uilame Umbelino disse que o sistema não pode ser quebrado para não prejudicar a juventude. “È preciso investimento. O Rio Grande do Norte tem pesquisadores de alto nível, reconhecidos no mundo inteiro”, afirmou.

Durante o debate, o professor Wilson Acchar, coordenador do Mestrado e Doutorado em Ciência e Engenharia dos Materiais na UFRN disse que o curso recebeu conceito sete da CAPES. “Esse é um conceito é concedido a programas de excelência. Temos pesquisadores desse nível que estão saindo do País”, afirmou o professor Wilson.
Ao final o presidente da Comissão, deputado Fernando Mineiro (PT) comentou que o sistema está sendo desmontado pelo Governo Federal, pois não há mais o Ministério de Ciência e Tecnologia e não é surpresa o que está acontecendo com os pesquisadores.
“Muitas coisa boas estão acontecendo no Rio Grande do Norte, apesar dessa situação, mostrando o nível dos pesquisadores formados no nosso Estado. No meio disso tudo, já como resultado do nosso trabalho aqui na Comissão, o orçamento para a FAPERN para o exercício de 2018 está previsto ser de R$ 38 milhões, quando no ano passado foi de apenas R$ 12 milhões”, ressaltou Mineiro.

O deputado Hermano Morais (PMDB), outro integrante da Comissão de Educação, falou dos avanços alcançados pela pesquisa no Estado, mas vê com preocupação a saída de pesquisadores que aqui não são incentivados. “A Ciência e a Tecnologia têm que ser tratadas como investimento, que gera renda e desenvolvimento para o País”, afirmou Hermano. 

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