Abrint prevê que Brasil reduzirá crescimento da banda larga

Nos últimos anos, os provedores regionais investiram no crescimento da rede de banda larga no Brasil resultando em uma média crescente de 4,79%. Contudo esse percentual é baixo e, mesmo assim, ele ainda pode piorar devido ao congelamento do projeto do Fundo Garantidor. 
O vice-presidente do Conselho da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), Erich Rodrigues, explicou que o crescimento poderia ter sido maior se os governos federais tivessem investido no Fundo Garantidor, proposta apresentada desde 2014 e que, até hoje, nunca avançou. Para tratar do assunto a Abrint vai se reunir com ministro Gilberto Kassab (Telecomunicações) e com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro.

“A Abrint já identificou esse gargalo há muito tempo e em janeiro de 2014 nós apresentamos um estudo para a criação de um fundo garantidor, caminho para acelerar esses investimentos. Passadas as eleições, a crise política e os diversos ministros que assumiram as telecomunicações, o fundo garantidor ainda não teve uma evolução efetiva”, explicou.
O objetivo é permitir a captação de recursos financeiros para investimentos em fibra para garantir a banda larga para mais pessoas, já que o foco seriam as regiões geograficamente afastadas. Porém, o fundo nunca foi abastecido, mesmo com a sugestão de utilizar parte dos recursos de R$ 4,8 bilhões oriundos do Termo de Ajuste da Telefônica e com a promessa de investimentos na ordem de R$ 50 milhões no setor até dezembro.

Essa reserva financeira é considerada importante pela Abrint porque os provedores regionais, responsáveis por levar internet de qualidade para municípios distantes dos grandes centros, enfrentam várias dificuldades no momento de obter empréstimos bancários por conta das garantias financeiras. Dificultando a expansão da rede pelo Brasil e, assim, ameaçando o crescimento. E esse recurso facilitaria investimentos.

“O Fundo não é um dinheiro que vai ser dado para os provedores. É um dinheiro que fica com a União e que apenas vai garantir os investimentos em infraestrutura de rede para a banda larga”, detalhou.

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