Jucurutu: Socorro! Me tirem aqui desse tempo dos coronéis!!!

Estamos no século 21, e eu poderia estar aqui contando para você que os alunos estão com o sistema de ensino atualizado, avançando, as condições para chegar à escola estão de primeira, correspondendo às propostas de campanha do jovem e estudante prefeito George Queiroz filho do deputado Nelter Queiroz que é graduado em promessas, pelo Campos da UERN em Jucurutu. (RISOS)

Mas, infelizmente esses dois, perderam a noção do tempo… Ao invés da contagem ser de acordo como determina a história: Linear, sucessiva, contínua e progressiva, eles andam para trás. ( AH, SE FOSSE PARA PEGAR IMPULSO)

Esta blogueira está cansada dessa vida de século XIX, (quase XX), aqui predomina o coronelismo.

Onde aperta o botão para tudo ser lindo, livre, tudo ser bom, tudo ser honesto? Ah! Se tudo fosse justo, tudo fosse respeito, fosse consciência, sem essas intimidações, sem essas perseguições, fosse paz, fosse amizade, fosse harmonia, fosse JUSTIÇA… Ah! Se tudo fosse real…

Sou da Zona Rural, como vou para escola? No jumento?  Minha mãe não tem dinheiro nem para meu sustento, olhe essas terras secas, olhe esse sol quente nessa estrada de barro que é tão forte, queima, arde, não tem quem aguente!

Vejo minha sombra segurando os livros, sombra comprida, chega quase lá na pista, eu só queria chegar à minha escola… Eu só queria estudar, sentar na minha carteira e aprender.

Na campanha, os políticos vieram aqui em casa, souberam o caminho, tão felizes, sorridentes, viraram até nosso parente!

Os argumentos eram todos positivos, coisas de primeiro mundo, coisa que nunca tinha ouvido falar. Prometeram um ônibus escolar para os alunos transportar e para escola levar. Pois num é que veio um “Pau de Arara”?! A gente sabe que promessa é assim: Prometem um fardo e chega um grão, mas a gente se contenta melhor que nada, né não? Pois bem, hoje nem esse Pau Arara “nós tem”!

Hoje vi que meu sonho não pode se tornar realidade, moro aqui no Baixio, hoje sei que nunca vou chegar a cidade e arrumar um emprego, trabalhar numa loja, ou até mesmo quem sabe montar meu próprio negócio através dos cursos que o Sindicato Rural oferece?

Não sei o que fiz para merecer isso, só queria ir para escola, por mais que não tenham qualidade, as carteiras estejam velhinhas, o piso quebrado, as telhas quase caindo, mas meus professores são bons, são batalhadores, são os educadores do século 21.

Eu queria que se alguém aí em 2016 ler esse meu texto, ajude a mim e todos da Zona Rural que continuam esquecidos, sem carros para transportar alunos até as escolas, e se a gente ficar calado, aí é que não vão lembrar da gente.

As eleições estão chegando, período que prometem coisas boas para educação, para saúde e toda população, mas se ainda estou aqui neste período retrógrado, o que hão de prometer se eles restringiram severamente todas as nossas chances de trabalhar, de festejar, de sorrir, até mesmo de estudar?

Minha esperança é de ver MINHA Jucurutu FELIZ, minha Jucurutu liberta, minha Jucurutu protegida, desenvolvida, minha Jucurutu evoluída e RESSUSCITADA!

Texto Emanuella Galvão. 

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