WhatsApp reforça codificação depois do caso Apple-FBI

O popular aplicativo de mensagens WhatsApp anunciou nessa terça-feira que implementou uma "criptografia total", decisão que aumenta a privacidade, mas que também pode gerar conflitos com organismos de segurança
O popular aplicativo de mensagens WhatsApp anunciou nessa terça-feira que implementou uma “criptografia total”, decisão que aumenta a privacidade, mas que também pode gerar conflitos com organismos de segurança

O popular aplicativo de mensagens WhatsApp anunciou nessa terça-feira que implementou uma “criptografia total”, decisão que aumenta a privacidade, mas que também pode gerar conflitos com organismos de segurança

O aplicativo, que diz ter 1 bilhão de usuários no mundo, fez o anúncio após semanas de intenso debate sobre os esforços das autoridades americanas para conseguir a ajuda da Apple para descodificar um iPhone.

“O WhatsApp sempre priorizou dar a maior segurança possível às suas informações e comunicações”, afirmou em seu blog, anunciando a mudança.

“Hoje temos orgulho de anunciar que completamos um desenvolvimento tecnológico que faz do WhatsApp um líder na proteção de suas comunicações privadas: criptografia total de ponta a ponta”, diz a nota.

Isso significa que “quando se envia uma mensagem, a única pessoa que poderá lê-la é a pessoa, ou o grupo, a que se enviou a mensagem”, afirma o comunicado.

“Ninguém pode ver essa mensagem. Nem os cibercriminosos, nem os hackers, nem os regimes opressivos. Nem mesmo nós”, garantiu.

Os esforços das empresas tecnológicas para implementar sistemas de codificação, dos quais nem mesmo as empresas têm as “chaves” para desbloquear informação, provocam críticas de organismos de segurança, que veem nisso espaços “blindados” usados por delinquentes de todo tipo.

O WhatsApp está envolvido em uma batalha judicial similar à da Apple. Esta última travou uma disputa com o governo americano, nos tribunais, pelo desbloqueio do iPhone usado por Syed Farook, um dos envolvidos no tiroteio em San Bernardino, na Califórnia.

Em 2 de dezembro do ano passado, Farook e sua mulher, Tashfeen Malik, mataram 14 pessoas e feriram dezenas nesta localidade, o pior atentado sofrido pelos Estados Unidos desde o 11 de Setembro.

Outras empresas tecnológicas do Vale do Silício, como Google, Facebook e Yahoo!, apoiaram a decisão da Apple de não colaborar com o FBI, a Polícia Federal americana, nesse âmbito da investigação.

FONTE: http://www.afp.com/

Informações do Yahoo Notícias

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