Taxa de desocupação no RN é de 12,1%, indica pesquisa do IBGE

Por G1RN – O Rio Grande do Norte tem atualmente 187 mil pessoas desocupadas. É o que apontam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta terça-feira (15). De acordo com a pesquisa, 12,1% da população está desocupada no estado, o que representa um valor superior à média nacional, que é de 9%. A pesquisa apresenta dados colhidos durante o último trimestre de 2015 e compara com o mesmo período de 2014.

O IBGE define como ‘população desocupada’ pessoas que não tinham trabalho – durante o período avaliado -, mas que estavam dispostas a trabalhar e fizeram algo para tentar conseguir uma vaga de trabalho. Segundo os dados do IBGE, a variação da taxa de desocupação cresceu de 10,4% no último trimestre de 2014 para 12,1% em 2015.

De acordo com Ivanilton Passos, analista do IBGE no RN, a variação de quase 21% em relação aos dois períodos corresponde, em grande parte, ao grande número de jovens que não conseguem ingressar no mercado de trabalho.

“A maior parte destas pessoas que entraram na taxa de desocupação são jovens e pessoas sem experiência no mercado de trabalho. Isso mostra que elas estão tendo dificuldade em se inserir”, explica Ivanilton.

Empregos Privados e Rendimento mantém média

Apesar do crescimento na taxa de desocupação, o estudo também aponta que o número de empregados no setor privado não sofreu grandes variações. De forma geral, o PNAD aponta que, tanto nas vagas de emprego formal, quanto nas informais, o número de empregos oscilou pouco entre os últimos trimestres de 2014 e 2015.

Segundo Passos, o período avaliado contribui para explicar a pouca oscilação encontrada entre 2014 e 2015. “Como o período avaliado são os últimos trimestres de 2014 e 2015, um fator que interfere na análise são as contratações de temporários em razão das festividades do fim de ano”. disse.

Enquanto isso, os dados também registram um sensível crescimento no Rendimento Médio Habitual de Todos os Trabalhadores – que contabiliza o produzido por empregados nos setores público e privado. O valor médio do rendimento saltou de R$ 1.355 em 2014 para R$ 1.509 em 2015.

O valor no RN é superior à média registrada no Nordeste, que é de R$ 1.276, no entanto segue muito abaixo da média nacional, de R$ 1.913, que caiu em razão da crise econômica.

“O RN tem uma característica própria, onde quem mais contribui para o PIB é a administração pública. Temos uma base representativa de servidores públicos, principalmente militares, o que favorece que o rendimento se mantenha constante”, concluiu Ivanilton, relatando que setores privados como os do petróleo e gás e da fruticultura também têm participação direta nos resultados do rendimento.

 

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