RN: Mulheres ganham reconhecimento no Corpo de Bombeiros

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Por Hana Dourado – Portal no Ar

Na última terça-feira (8) foi comemorado o Dia Internacional da Mulher. A data, além de prestar homenagem às mulheres, destaca a importância da luta pelos direitos femininos na sociedade. Parte da luta pode ser vista no ambiente profissional, mais especificamente no Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte.

Mesmo sendo um ambiente profissional tipicamente masculino, o Corpo de Bombeiros tem espaço para as mulheres. A presença feminina na corporação ainda é pequena. Em Natal, a equipe conta com a presença de quatro mulheres, sendo três oficiais e uma subtenente.

Apesar do número pequeno de mulheres na instituição, a expectativa é de que o cenário mude nos próximos anos, uma vez que está previsto a realização de um concurso público.

Atuando desde 2002 como bombeiro, a capitã Denise é a mulher mais antiga da corporação. A oficial é a atual comandante do Centro de Formação dos Bombeiros e tem grandes expectativas para suas próximas turmas.

“As mulheres estão cada vez mais conquistando seu espaço. Aqui não é diferente. Com um concurso se aproximando, eu acredito que elas entrem em bom número na corporação”, comenta.

Esforço

Trabalhar como bombeiro é uma tarefa árdua, ainda mais para as mulheres. E a ‘dificuldade’, segundo explicou a capitã Denise, não vem do esforço físico exigido por ser um bombeiro.

“Para mostrar que não existe diferença entre homens e mulheres, nós acabamos nos esforçando mais, principalmente nas atividades físicas”, justifica.

Um exemplo do esforço relatado realizado pelas mulheres pode ser visto nos cursos de aperfeiçoamento e especialização. Por ser uma atividade profissional tipicamente masculina, a presença de mulheres em cursos como Prevenção e Combate ao Incêndio, por exemplo, é quase zero.

A atual chefe de Divisão de Ensino dos Bombeiros, a tenente Martini, afirma que é comum a pouca presença de mulheres em cursos de formação. No último curso em que esteve presente, em grupo de 18 pessoas, apenas ela era mulher.

“Em todos os cursos que fiz, só eu era mulher. No último, as pessoas chegaram a dizer que ia pegar leve comigo, mas eu mostrei que podia estar no mesmo nível que eles”, relembra. Ainda segundo a tenente Martini, a presença de mulheres nos cursos e demais atividades práticas “derruba barreiras” e modifica a impressão que os homens tem quanto a fragilidade da mulher.

Futuro

Independente da quantidade de mulheres na corporação e mesmo sendo uma atividade exigente, a capitã Denise e a tenente Martini, quase que em coro, destacam a beleza e a importância de fazer parte de uma instituição dedicada a proteção.

“Ser bombeiro não é tarefa fácil. Seja homem ou mulher, o que importa é a dedicação e a paixão. É isso que esperamos para o futuro. Uma equipe com homens e mulheres dedicados e apaixonados”, afirmou capitã Denise.

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