Literatura e música marcam Dia Nacional da Poesia na Assembleia Legislativa

DIA DA POESIA

Personagens nordestinos estão no centro das histórias de Fui ao Croatá … – Uma Geolovehistory, do médico psiquiatra e escritor Epitácio de Andrade Filho. O lançamento da obra, que é um misto de romance de memórias e causos, marcou a comemoração, na Assembleia Legislativa, do Dia Nacional da Poesia, comemorado hoje (14).

O Legislativo do RN reservou uma programação especial para lembrar a data. Amantes da poesia e da música, fãs, amigos e familiares prestigiaram o evento, que contou com a participação dos deputados Carlos Augusto Maia (PTdoB) e Tomba Farias (PSB).

Além do lançamento literário, às 10h, a música tomou conta do Salão Nobre e do Auditório da Casa, com apresentação do coral Chiquita Bacana, formado por pacientes do CAPS do município de Santa Cruz, regidos pelo maestro Crisanto Dantas e de cantores e violeiros como Dudé Viana, Galego do Vovô e Cláudio Saraiva, os dois últimos naturais de Patu, mesma cidade do escritor.

“É louvável a iniciativa de promover a poesia e a cultura”, afirmou o autor da obra, definida na contracapa como uma catarse pós-psicodélica delirante, não-esquizofrênica. Autor também do ensaio A Saga dos Limões-Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante (2011), Epitácio resgata seus primeiros protagonistas e desta vez ele próprio se insere na trama amorosa do casal Carolina e Pedrinho, num percurso romanesco em épocas transtemporais e espaços desterritorializados que promove no leitor a necessidade de um exercício intelectual que se faz necessário sempre uma tomada de posição quanto ao perfil psicológico dos personagens e à orientação temporal ao longo do caminho realístico-fantástico, dentro da dicotomia ou simbiose ficção/realidade.

Epitácio acompanhou toda a trajetória da Reforma Psiquiátrica e Luta Antimanicomial no País e ratifica, na obra, sua opção preferencial pelos menos favorecidos.

O cantor Dudé Viana, que já vem participando de outros eventos alusivos à data, elogiou a iniciativa da Casa: “A poesia tem que ocupar todos os espaços, estar em todos os locais, porque ela faz parte do cotidiano das pessoas”, afirmou.

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