Padre Agripino: o Poliglota do Senhor, nas terras do Seridó

PADRE

Nesta Quarta-Feira de cinzas de 2016, o Seridó fica órfão do seu gênio, o Agripino de nós…

Nas terras deste sertão velho, o anúncio é um só: faleceu Padre Agripino o amigo e primo de todos nós!

Descendentes das velhas baronias; dos velhos troncos de outrora; fez da vida longa história, nunca faltou no rezar; Deus o recebe nos céus e nós a silenciar!

Conheci Padre Agripino na capelinha daqui, homem culto e preparado nunca vi outro igual, educado só quem era o recado lhe transmitia a paz, de olhos lindos no altar, fala mansa a expressar os mais belos sermões que escutei acolá…

Quando fui seminarista pagava para escutar ele ensinando Francês, Espanhol e Latim era tudo que eu queria dele escutar…

Certo dia, o visitei e lhe fiz a seguinte presunção: o senhor deveria ir para a Academia de Letras de Natal…

Ele simples, generoso, humilde e vaidoso disse: o Seridó é meu lugar!

O Seridó fica sem o poliglota da fé, os céus já canta o tão sublime e a ladainha dos anjos e em latim os primos os acolhem na vida eterna com os anjos: ó Agripino Dantas!

Por Arysson Soares

Réu na morte de radialista em Caicó, ex-pastor evangélico tem júri marcado

Gilson Neudo Soares do Amaral, ex-pastor evangélico (Foto: Sidney Silva)
Gilson Neudo Soares do Amaral, ex-pastor evangélico (Foto: Sidney Silva)

G1 – O ex-pastor Evangélico Gilson Neudo Soares do Amaral, acusado de ser um dos mentores do assassinato do radialista caicoense Francisco Gomes de Medeiros, o F. Gomes, morto a tiros no dia 18 de outubro de 2010, vai a júri popular no dia 16 de março deste ano. O julgamento foi marcado pelo juiz José Vieira de Figueirêdo Júnior, substituto da Vara Criminal da Comarca de Caicó.

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O júri está agendado, de acordo com o Tribunal de Justiça do Estado, para as 9h no Fórum Municipal Amaro Cavalcanti, que fica no Complexo Judiciário Maynard, localizado na Av. Dom Adelino, no Centro de Caicó. O defensor público Serjano Marcos Torquato Vale, que atualmente exerce suas funções no Fórum Varela Barca, na Zona Norte de Natal, também deve comparecer ao julgamento para fazer a defesa do ex-pastor.

Os denunciados

Segundo o Ministério Público, Gilson Neudo Soares fez parte de um ‘consórcio’ de pessoas, unidas com um único propósito: eliminar o comunicador. Além do ex-pastor, também foram denunciados o mototaxista João Francisco dos Santos, mais conhecido como ‘Dão’, o comerciante Lailson Lopes, chamado de ‘Gordo da Rodoviária’, o advogado Rivaldo Dantas de Farias, o tenente-coronel da PM Marcos Antônio de Jesus Moreira e o soldado da PM Evandro Medeiros.

João Francisco, o ‘Dão’, foi condenado nesta terça (Foto: Divulgação/Polícia Civil do RN)
João Francisco, o ‘Dão’, foi condenado nesta terça
(Foto: Divulgação/Polícia Civil do RN)

João Francisco dos Santos e Lailson Lopes já foram julgados. Dão, o assassino confesso, admitiu ter puxado o gatilho. Como autor material do crime, o mototaxista foi condenado a 27 de prisão em regime fechado. A defesa não recorreu da decisão. O julgamento aconteceu no dia 6 de agosto de 2013. Ele cumpre pena na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal. Alcaçuz é a maior unidade prisional do estado.

Já o Gordo da Rodoviária, julgado no dia 12 de abril de 2014, pegou 14 anos de prisão. Os advogados dele recorreram da sentença e um novo julgamento será realizado em data ainda a ser definida. Mesmo assim, Lailson permanece preso. Atualmente ele se encontra no Centro de Detenção Provisória de Patu, na região Oeste do estado.

Lailson Lopes, o 'Gordo da Rodoviária' (Foto: Willacy Dantas)
Lailson Lopes, o ‘Gordo da Rodoviária’
(Foto: Willacy Dantas)

O advogado Rivaldo Dantas de Farias, também denunciado como mandante do crime e também sentenciado a se sentar no banco dos réus, aguarda em liberdade que a Justiça defina uma data para que ele vá a júri popular.

Quanto ao tenente-coronel Moreira e o soldado Evandro, ambos não foram pronunciados e, consequentemente, acabaram excluídos do processo. Ou seja, foram inocentados e não são mais acusados de participação no crime.

Entenda o caso

Francisco Gomes de Medeiros, o F. Gomes, tinha 46 anos e trabalhava na rádio Caicó AM. Foi assassinado na noite de 18 de outubro de 2010, deixando mulher e três filhos. Ele foi atingido por três tiros de revólver na calçada de casa, na rua Professor Viana, no bairro Paraíba, em Caicó. Vizinhos ainda o socorreram ao Hospital Regional de Caicó, mas F. Gomes não resistiu aos ferimentos.

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Radialista F. Gomes foi morto em 2010, em Caicó (Foto: Sidney Silva)

Segundo inquérito, concluído pela delegada Sheila Freitas, a execução do radialista foi encomendada por R$ 10 mil. Contudo, R$ 8 mil foram pagos. “Três mil foram pagos pelo pastor para que Dão pudesse fugir”, disse ela, revelando que o dinheiro pertencia à igreja onde o o ex-pastor Gilson Neudo pregava. O restante teria sido pago pelo tenente-coronel Moreira, “que juntou o dinheiro após vender um triciclo”, acrescentou Sheila. O dinheiro foi rastreado com a quebra do sigilo telefônico e bancário dos investigados.

Além de ser apontado como o principal financiador do crime, o tenente-coronel Moreira também teria razões suficientes para querer se vingar de F. Gomes. O promotor Geraldo Rufino considera que as denúncias feitas com frequência pelo radialista levaram ao afastamento do oficial quando este dirigiu, em meados de 2010, a Penitenciária Estadual do Seridó, o Pereirão. As denúncias, enfocando desmandos e atos do militar à frente da unidade, foram tão graves que levaram o Ministério Público a instaurar uma investigação contra Moreira.

Outro acusado que teve participação decisiva na articulação do crime, ainda segundo a delegada, foi o advogado Rivaldo Dantas, considerado o principal elo de ligação entre os envolvidos. “O advogado foi o elo entre o Gordo da Rodoviária, o pastor e o mototaxista Dão, além de também ter forte amizade com o tenente-coronel Moreira. A partir daí, eles resolveram matar F. Gomes”, afirmou.

Ainda de acordo com Sheila, foi também pela forte influência e domínio que Rivaldo tinha sobre Dão que o mototaxista foi contratado para executar o serviço. “Dão é um sociopata. Para ele, matar é a coisa mais comum do mundo. Ele viu a mãe se morta pelo padrasto quando criança. Daí essa frieza dele”, emendou a delegada.

Cientistas dos Estados Unidos e do Brasil se unem para combater avanço do Zika

EBC- Os Estados Unidos estão ampliando uma agenda positiva de colaboração com entidades científicas brasileiras com o objetivo de combater o avanço do vírus Zika em todo o mundo, informou à Agência Brasil o Instituto Norte-Americano de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid) – organização que coordena pesquisas para combater doenças infecciosas, imunológicas e alérgicas. Um dos objetivos dessa agenda, que envolve também cientistas de outros países, é desenvolver uma vacina destinada a evitar a infecção pelo Zika.

O embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Luiz Alberto Figueiredo Machado, informou que a cooperação entre instituições norte-americanas e brasileiras de pesquisa já vinha ocorrendo para combater a dengue. Segundo ele, a ampliação dessa cooperação, com o objetivo de incluir o combate ao Zika, foi o assunto mencionado no telefonema da presidenta Dilma Rousseff ao presidente Barack Obama, em 29 de janeiro último. “O vírus Zika gerou uma crise [de saúde] global e tem de ser atacado por todos os meios possíveis”, disse o embaixador.

O governo norte-americano pediu autorização do Congresso para a liberação de US$ 1,8 bilhão para combater o vírus Zika, Parte desse dinheiro (US$ 41 milhões) será alocada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos em outros países.
O diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, Tom Frieden, considera importante a aprovação desses recursos emergenciais. No entanto, ele alerta para a necessidade de que sejam adotados procedimentos práticos e imediatos: “Reduzir a ameaça do Zika não vai ser rápido ou fácil”, disse Frieden. E acrescentou: “É muito difícil para um país se livrar dos mosquitos que transmitem o vírus, e a aparente conexão com microcefalia é sem precedentes”.

Segundo Frieden, “a prioridade agora é reduzir o risco para as mulheres grávidas, para que possam proteger a sua saúde e a de seus bebês”.

O Zika atualmente está circulando em cerca de 30 países, especialmente na América Latina e no Caribe. A necessidade do desenvolvimento da vacina contra o vírus foi mencionada também em uma declaração conjunta, assinada por representantes do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Brasil, em Manaus, em dezembro de 2015.

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Brasil tem notas ruins no ranking de conhecimentos básicos

Estudantes em protesto: "maus resultados têm consequência a longo prazo, com um alto risco de abandono desses jovens e um crescimento econômico inferior"
Estudantes em protesto: “maus resultados têm consequência a longo prazo, com um alto risco de abandono desses jovens e um crescimento econômico inferior”

Mais de 25% dos estudantes têm notas ruins em matemática, interpretação de texto e/ou ciências, afirma um relatório da OCDE divulgado nesta quarta-feira e que incentiva os países a investirem na educação para um retorno favorável a longo prazo.

Segundo o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que realizou a pequisa para Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE), a luta contra os maus resultados escolares, que dizem respeito a 28% dos alunos de 15 anos, é onerosa, mas uma medida rentável a longo prazo.

Os dados reunidos este ano serviram de base para o novo relatório chamado “Estudantes com baixo desempenho: por que eles ficam para trás e como ajudá-los?”.

O estudo diz respeito a 13 milhões de alunos com resultados ruins em uma lista de 64 países.

O Brasil ficou em 58º lugar, apesar de apresentar uma melhoria na taxa de escolarização e acesso acesso à educação.

“Os maus resultados escolares têm consequência a longo prazo, com um alto risco de abandono desses jovens e um crescimento econômico inferior. Alguns países se encontram, inclusive, em um estado estado de recessão permanente”, alerta o informe.

Os benefícios da luta contra este fenômeno “superam de longe os custos da melhoria”, afirma a organização.

Se de hoje até 2030 cada aluno de 15 anos conseguir “adquirir uma bagagem mínima de competências fundamentais” em literatura e matemática nos países de alta renda da OCDE, os benefícios a longo prazo para a economia destes países poderão alcançar “aproximadamente 1,5 vezes seus PIB atuais”, afirma a OCDE.

Entre 2003 e 2012, a OCDE fez o censo de nove países que conseguiram reduzir sua proporção de alunos com resultados ruins em matemática: Brasil, Alemanha, Rússia, Itália, México, Polônia, Portugal, Tunísia e Turquia.

Como entre eles não há muita coisa em comum, a organização chega à conclusão de que “todos os países podem melhorar os resultados de seus alunos” se decidirem que é uma “prioridade de sua política educacional” e fornecerem os recursos suplementares.

“É preciso envolver os pais e as coletividades locais, incentivar os estudantes a aproveitar as possibilidades de educação oferecida, identificar os alunos com maus resultados e dar apoio aos alunos, aos estabelecimentos de ensino e às famílias”.

A OCDE também defende “programas específicos para os alunos imigrados, que falam uma língua minoritária ou que vivam na zona rural, a luta contra os estereótipos de gênero e a redução das desigualdades de acesso à educação”.

Fatores de risco

Vários fatores podem contribuir para que os alunos tenham resultados ruins: a probabilidade de estar nessa situação é 2,5 vezes maior para os jovens procedentes da migração e que não falam em casa a mesma íngua que na escola.

O risco é também maior quando se vive no campo ou em uma família monoparental.

Quando se acumulam vários fatores de risco, a possibilidade de ter maus resultados em matemáticas acabam em 76% para uma menina procedente da imigração, que fala em casa outro idioma que na escola, que vive numa família monoparental e na zona rural.

Não apenas os fatores de risco são maiores para os alunos de setores sociais desfavorecidos, como também “têm uma incidência mais forte em seus resultados”.

Na média, mais de um terço da diferença dos resultados em matemáticas entre alunos é atribuível à diferença entre os estabelecimentos de ensino.

Por fim, os alunos com más classificações faltam mais as aulas do que os demais, têm menos perseverança e menos confiança de si mesmo, o que não é surpreendente.

Em compensação, o que surpreende é que geralmente esses alunos “dedicam um tempo equivalente a certas atividades” vinculadas com as matemáticas, como a informática e jogos como xadrez.

EXAME.com