Flávia Saraiva encanta em Toronto, ganha bronze na ginástica artística e confirma potencial

A ginasta brasileira conquistou o bronze em seu primeiro Pan
A ginasta brasileira conquistou o bronze em seu primeiro Pan

 

Reconhecida pelo carisma em seu primeiro ano como adulta, Flávia Saraiva mostrou o seu talento nos Jogos Pan-Americanos de Toronto e faturou a medalha de bronze no individual geral da ginástica artística, nesta segunda-feira. O bom desempenho no solo foi decisivo para levar a brasileira ao pódio, com 57,050 pontos no total. A veterana Daniele Hypolito, dona de dez medalhas na história do Pan, terminou na quinta posição. A canadense Ellie Black (58,150) ficou com o ouro e a norte-americana Madison Desch (57,450) levando a prata.

O resultado comprova o potencial de Flavinha, medalhista de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude, no ano passado. Afinal, ao melhorar em 0,700 pontos o resultado da fase de classificação e chegar a 57,050, a jovem de apenas 15 anos teve desempenho equivalente ao nono lugar do Campeonato Mundial do ano passado. Desde a prata olímpica, há 11 meses, já melhorou 2,350 pontos sua apresentação.

Já Daniele Hypolito melhorou 0,450 seu resultado de sábado, na fase de classificação, para obter um comemorado quinto lugar, atrás também da norte-americana Amelia Hundley, com 55,250 pontos.

Aos 30 anos, a veterana mostrou que ainda encontra energia e inspiração para evoluir. Com o resultado do Pan, não deixou dúvidas de que deve estar na equipe que vai ao Mundial de Glasgow, em outubro, quando o Brasil precisa ficar entre os oito primeiros para se classificar com time completo à Olimpíada.

A PROVA Flávia iniciou a sua série no salto e, após somar 14 200, foi para a segunda rotação no quinto lugar. Por ter sido a quarta colocada da fase de classificação, fez suas séries junto com as demais favoritas ao pódio, na mesma sequência de aparelhos.

Nas barras assimétricas, cometeu um erro que por pouco não a levou para o chão e recebeu 13,800 pela performance. Mesmo com a nota mais baixa, a brasileira subiu para o terceiro lugar. Na trave, um grande desequilíbrio exigiu destreza da pequena de 1 33 m, mas não comprometeu o resultado. Flávia obteve 14,400 e se manteve no terceiro lugar. Carismática, a brasileira empolgou a torcida em Toronto no solo e conseguiu a melhor nota entre as competidoras: 14,650.

Já Daniele estreou nas barras assimétricas. Com 13,150, largou na nona posição entre as 24 ginastas finalistas. Na sequência, seguiu para a trave. Apesar de alguns leves desequilíbrios, a veterana se manteve firme, conquistou 14,050 e passou a ocupar a quinta colocação. No solo, Daniele precisou se esforçar para não ultrapassar a linha e ficou com 13,950. A atleta somou 14,100 no salto.

Daniele Hypolito voltará a entrar em ação nas finais por aparelho nesta terça-feira, às 14h35 (de Brasília). Depois de se classificar com o sétimo lugar, a brasileira buscará a medalha no salto. O País não terá representantes nas barras assimétricas.

No masculino, Arthur Nory Mariano estará na disputa do solo e Lucas Bitencourt e Francisco Barretto Júnior no cavalo com alças. A partir das 16h30, Arthur Zanetti tentará confirmar o favoritismo nas argolas.

Estadão

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