Ninguém acaba a seca, mas é possível conviver com ela

As maiores contradições de chuvas no interior potiguar acontecem nos meses de março e abril. Passado este período apenas a esperança segue aguardando que umas chuvas imprevistas, bem vindas e fortes caiam e encham os reservatórios para garantia de água do consumo animal e das plantações de vazantes. É este o momento que vive o povo do sertão, sobretudo, o homem e a mulher do campo. A produção agrícola de 2015 já está comprometida e a criação de animais precisa de mais chuvas para não sofrerem uma redução drástica do rebanho potiguar. O consumo humano ainda não entrou em colapso por conta de um conjunto de ações estruturantes como cisternas, adutora, poços e outras tecnologias que tem ajudado a atravessar o quinto ano seguido de chuvas abaixo da média regional. O fato concreto é que não há novidade nisso: a seca existe como parte nata do clima semiárido, já os efeitos devastadores foram diminuídos, mas continuam presentes e acontecem na intensidade que conhecemos por conta de uma opção histórica do descaso dos governantes com as medidas estruturantes em troca daqueles paliativos.

Escrito por: Francisco Carmuru Paiva-Campo Grande/RN
Comunicador Popular: Ranilson Saldanha-Campo Grande/RN

Créditos das fotos: Cézar Alves do Mossoró Hoje

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